VERME DO CORAÇÃO

VERME DO CORAÇÃO

O QUE EU PRECISA SABER SOBRE O VERME DO CORAÇÃO?

O verme do coração, tem o nome científico de Dirofilaria immitis e o nome da doença é dirofilariose. Ele é transmitido pela picada de um mosquito contaminado com a larva do parasita. Esta larva é chamada de microfilária.

Para que a dirofilariose se desenvolva são necessários alguns fatores básicos como: uma população hospedeiros, reservatórios e vetores ; além de  um clima ótimo para o desenvolvimento do parasita, temperatura (17 a 27º C) e umidade .

As cidade litorâneas e próximas suas proximidades, são as regiões onde mais encontramos a dirofilariose, justamente por nos depararmos com  os fatores listados acima, porém localidades afastadas da costa também possuem relatos . Santa Catarina é o quarto estado brasileiro com maior índice da doença. As localidades costeiras com maior incidência são: Rio de Janeiro com 21,3%, Paraíba com 12,4%, Alagoas com 12,5%, Santa Catarina com 12%, Pará com 10,7%, Recife – PE com 2,3%, Rio Grande do Sul com 1,1%.

Os parasitas adultos se encontram alojados principalmente nas artérias pulmonares e no lado direito do coração. A presença do verme adulto resulta em hipertensão pulmonar, insuficiência cardíaca, danos irreversíveis ao fígado e rins e até cirrose. A dirofilariose é uma doença de evolução lenta e gradativa e sua gravidade está relacionada diretamente com a quantidade de vermes albergados pelo portador.

Sinais Clínicos:  Os cães doentes podem apresentar um histórico de tosse crônica, dificuldade respiratória, aumento da frequência respiratória, cansaço, fadiga, desmaios, intolerância a exercícios, mucosas pálidas ou amareladas, sangramento nasal, perda de peso, perda de apetite, ascite (barriga d` água) e insuficiência cardíaca, levando o animal à morte. Muitos cães, principalmente os recentemente infectados, não desenvolvem sinais da doença.

Diagnóstico:  Como primeiro método de triagem, a American Heartworm Society recomenda que testes de antígeno (Ag) de dirofilárias sejam utilizados. Esse teste procura sinais do parasita no sangue do animal. A eficácia do teste na detecção da dirofilaria só poderá ser confirmada após 7 meses de infecção, o tempo necessário para que as fêmeas entrem em reprodução. Outro teste utilizado é o PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), técnica utilizada para detecção do DNA do parasita no organismo. O teste de menor precisão, mas que pode ser realizado em laboratório na ausência dos demais, é a pesquisa das microfilárias (fases jovens do verme) na circulação sanguínea.

TRATAMENTO: Depois de diagnosticar os vermes adultos, deve-se avaliar cuidadosamente o tratamento, poucos cães podem realmente ser submetidos ao tratamento. Matar a dirofilaria adulta é muito arriscado, pois depois de morta ela se desloca pela corrente sanguínea e o paciente pode desenvolver trombos e êmbolos (tromboembolismo). Os efeitos colaterais típicos de tromboembolismo podem ocorrer num período de 5 a 28 dias após o tratamento e são: tosse, anorexia, apatia, letargia, febre, congestão pulmonar e vômito. Quadro torna-se uma emergência e o cão deve ser internado com urgência.  As cirurgias realizadas para a remoção dos vermes se mostram eficazes, porém, não são realizadas com rotina na prática veterinária, seja pelo desconhecimento técnico, seu alto custo, ou mesmo pelo receio das dificuldades e complicações pós-operatórias, devido ao fato de ser um procedimento muito invasivo para o paciente.

Fazer exames períodos, visitas ao veterinário, ajudam a detectar a dirofilariose precocemente em seu cãozinho , pois a maioria dos cães parasitados não apresenta sinais da doença, e  a possibilidade de uma detecção precoce eleva a chance de cura, evitando também que o cão infectado fique com seqüelas ou venha a se tornar um reservatório da doença.

A melhor forma de se livrar da dirofilariose é a prevenção.  Sabendo dos riscos de infecção, no Brasil, mesmo em áreas mais afastadas do litoral, fica recomendado ministrar medicamentos profiláticos à base de Ivermectina, Selamectina e seus derivados, mensalmente. Essas drogas liquidam a microfilaria da circulação e mantém seu bichinho livre dos parasitas.

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